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25 setembro, 2013

Piedade, Jodi Picoult

"Ainda que você consiga juntar todas as peças do seu coração quebrado, e mesmo que você acredite que pareça intacto, não há como voltar a ser a mesma pessoa que era antes de se machucar."                                                                                                                                                                                                                - Jodi Picoult 
Sim, minha autora favorita no blog outra vez! Acho que não vou sossegar até postar todos os seus perfeitos livros publicados no Brasil rs.
O livro de hoje conta a história de Allie, uma mulher com uma aparente vida perfeita, casada com seu amor da época do colégio, o delegado da cidade Cameron MacDonald. Ela trabalha com o que mais ama, sua floricultura. Mas esse retrato perfeito da paz é abalado quando um homem aparece na cidade com sua esposa morta no banco do carona.

Jamie é primo de Cameron, e entre todos os lugares possíveis escolhe a pacata cidade para então dar fim a vida de sua amada esposa Maggie.
O casamento deles é invejável, Jamie praticamente venera Maggie mas ela é acometida por um câncer e por mais tratamentos tenham sido feitos a doença é implacável e avança com rapidez, sua esposa sente fortes dores e não há perspectiva de cura, com isso ela pede a ele que seja feita uma especie de eutanásia, que ele a meta para acabar com o sofrimento. Mesmo sem concordar ele o faz, mas sem um depoimento anterior de sua esposa, Jamie é acusado de assassinato por seu primo, mas é Allie quem se compadece da situação e ajuda Jamie a provar sua inocência, causando assim um desconforto familiar.

"Um sorriso surgiu no rosto de Jamie, ficando tão diferente que Allie não o reconheceria se o visse na rua: Então é você. Allie olhou para ele: - Eu o quê? -A pessoa que ama mais - ele se aproximou da mesa, e as algemas bateram contra a borda de metal, enquanto ele fazia gestos de modo distraído. - Você sabe que as coisas nunca são iguais dentro de um casamento. Sempre tem quarenta para um lado, sessenta para outro, ou setenta e trinta. Alguém se apaixona primeiro. Alguém coloca o outro em um pedestal. Alguém se esforça muito para fazer com que tudo siga bem; alguém se esforça mais.  [...]  - Sou como você - Jamie disse. - Quem se apaixonou primeiro. Quem faria qualquer coisa para manter as coisas como eram no começo. Allie sentiu-se sufocada. Forçou-se a levantar : - Não faço ideia do que está falando. - Setenta e trinta - Jamie respondeu. - Mas você a matou - ela retrucou. Jamie balançou a cabeça: - Eu a amava - disse baixinho. - Eu a amava tanto que permiti que fosse embora."

O amor de Jamie por Maggie é incontestável, mas será que isso daria o direito a ele de tirar a vida de sua esposa mesmo se for para acabar com seu sofrimento?

11 setembro, 2013

Onde Terminam os arco-íris

Há seis anos atrás li um livro lindo e super bem escrito chamado "Ps.: Eu te amo", da maravilhosa autora Cecelia Ahern, nesta mesma época andando pelas Lojas Americanas me deparei com um livro de capa meio duvidosa (rs, pois capas e títulos são fundamentais para despertar interesse) mas da mesma autora, como o preço era um atrativo (R$10,00!) o comprei e assim que cheguei em casa comecei a ler, simplesmente não conseguia largar!

O livro é todo narrado através de cartas, bilhetinhos e e-mails, conta a história de Rosie e Alex, dois amigos de infância inseparáveis, ela é desde pequena apaixonada por hotelaria e ele sonha em ser médico, até que no último ano de colégio o pai de Alex  recebe um convite para trabalhar em Boston, nos EUA, fazendo assim com que os dois se separem fisicamente mas sempre mantendo essa conexão que os uni,  através de e-mails e salas de bate papo.
Rosie planeja então, após a formatura ingressar em uma universidade em Boston, ficando assim mais próxima de Alex. 
Mesmo longe, Alex promete a Rosie voltar para casa e ir com ela ao baile de formatura, mas um contratempo com o vôo faz com que Alex perca a noite de formatura, Rosie vai ao baile e descobre meses depois algo que mudará sua vida para sempre.

Esse é um dos livros da minha coleção que mais tenho ciúmes, é lindo envolvente e lembro até hoje como o terminei, deitada no sofá, de madrugada e com tantas lágrimas que era quase impossível enxergar, não por ser um livro dramático, mas por ser emocionante.


06 setembro, 2013

Deslembrança, Cat Patrick

Comecei a ler este livro ontem a noite, de forma despretensiosa, em algumas horas já havia terminado. Li, li e continuei lendo, sem perceber o tempo passar e com apenas uma coisa em mente: conhecer mais e mais
sobre London Lane.
Quem aqui já assistiu aquele filme "Como se fosse a primeira vez" onde a personagem vivida por Drew Barrymore tem sua memória do dia anterior apagada todas as noites? Pois é, mais ou menos isso que acontece com London, sua memória é reiniciada todos os dias as 04:33h, a única coisa que ela se lembra é do seu futuro, e tudo que já viveu é completamente apagado de sua mente.
Li em algum lugar uma vez que "O esquecimento é uma benção" de certa forma até o é, mas duvido que nossa personagem pense desta maneira, já imaginaram acordar todos os dias sem saber nada do que tem te acontecido? Para lidar melhor com este problema ela escreve bilhetes para si mesma na noite anterior com base nos acontecimentos do dia e suas lembranças do futuro e os lê todas as manhãs.
Até que um dia em uma simulação de incêndio no colégio onde tudo em seu dia parece dar errado, ela conhece um garoto, mas não é um garoto qualquer, é Luck Henry. Alguém que ela não vê em seu futuro mas que a partir daquele momento povoará seus sonhos.
Ao desenrolar da trama nos encantamos por London, nos apaixonamos perdidamente por Luck (que é sem dúvida um dos personagens mais doces que já conheci) e nos surpreendemos com as lembranças que a tem atormentado: a cena de um enterro. Mas de quem? Ela não consegue visualizar...

É um dos livros mais viciantes e fáceis de ler que já vi, a história te envolve, absorve... e fica em você. Minha sugestão é: Hoje é sexta feira, amanhã temos um belo feriado e se você não tem planos, corra até a livraria mais próxima e se delicie com a história, você não vai se arrepender!

21 agosto, 2013

Percy Jackson e Os Olimpianos


No post de hoje vou dar falar um pouco não sobre um livro, mas sobre uma série que me capturou desde as primeiras linhas. Na última bienal aqui no Rio de Janeiro visitei um stand na editora Intrínseca e lá havia uma especie de "amostra grátis" com o primeiro capítulo do primeiro e do segundo livro da série, coloquei na bolsa e no carro a caminho de casa comecei a ler o primeiro capítulo de 'O Ladrão de Raios', desde o primeiro parágrafo o personagem te desafia a não ler o livro, e isso te faz querer conhecer mais e mais, parece impossível mas o autor se supera a cada livro, é viciante.
A série é composta por cinco livros (O Ladrão de Raios, O Mar de Monstros, A Maldição do Titã, A Batalha do Labirinto e O Último Olimpiano) e um livro adicional Os arquivos do semideus.
A série conta a história de Percy Jackson, um adolescente com dislexia e deficit transtorno de atenção, com muitos problemas escolares se surpreende ao ver sua professora se transformar em um monstro e o atacar em uma visita ao museu, .
após o combate ele é levado a um acampamento, o Acampamento Meio Sangue, e lá percebe que todo um mundo que só existia nos livros de história ainda é real em pleno século XXI.
Todos os campistas são filhos de algum deus do olimpo, e vivem toda aquela atmosfera mitológica grega, para mim foi super legal relembrar os personagens mitológicos, deuses gregos e suas atribuições. Durante a época de escola esses livros teriam me ajudado e muito nas aulas de história, mas não posso me queixar pois tive um professor incrível que despertou interesse em toda turma sobre mitologia.
Li em uma entrevista que o autor, Rick Riordan foi ensinou inglês e história em escolas de São Francisco na Califórnia durante 15 anos e que começou a escrever a série inspirado em seu filho mais velho que tinha baixa autoestima que sofria por ser disléxico e hiperativo.

Graças a Deus a série não se encerra ao quinto livro, existe uma série paralela chamada "Os Heróis do Olimpo" que estou lendo atualmente e postarei resenha em breve.

Sabe aquele seu amigo que não gosta de ler? Presenteie ele com os livros da série! Meu primo não tem qualquer hábito da leitura, mas pegou emprestado comigo o primeiro livro e minha tia tem dito que ele tem trocado o facebook e o computador pelo livro. E tenho estado muito orgulhosa disso!

E vocês, já leram algum livro da série? Existe uma outra sobre mitologia egípcia que deve ser igualmente maravilhosa! Estou ansiosa para ler! 

15 agosto, 2013

A culpa é das estrelas

Participo de um grupo no Facebook chamado 'Clube do Livro' e se eu ganhasse R$ 0,10 a cada publicação feita pelos participantes sobre este livro no grupo, já estaria rica. É sério, são várias imagens, comentários, trechos... Virou vício, e eu que havia começado o livro mas estava empacada na metade há um tempinho, resolvi terminar a leitura e contar a vocês o que achei.

Este deve ser o quinto livro que leio que retrata o mesmo tema, o câncer. Essa doença tão devastadora e temida. Apesar desse ingrediente dramático, o livro de 283 páginas conta com a leveza de escrita do já
querido autor John Green, a história gira em torno de Hazel Grace, uma menina que sofre de câncer no pulmão, quase sem amigos e sem desejo de sair de casa, com isso desperta preocupação de sua mãe que a incentiva a frequentar um grupo de apoio, mesmo contra vontade ela vai, e lá conhece Augustus Waters, um jovem com osteossarcoma (um tumor maligno dos ossos e por isso necessitou amputar uma das pernas, mas seu câncer está em remissão há quase um ano), ele é bonito, charmoso e determinado a conquistá-la.

Me faltam adjetivos para descrever Augustus Waters, é uma dos personagens mais doces e encantadores que já vi, já se apaixonaram por algum personagem? Eu já por um ou dois, e o Gus está sem dúvidas entre eles.
É uma leitura apaixonante, divertida e com uma lição muito bonita por detrás de tudo. E se tudo que falei não te motivou a ler, deixo simplesmente essa imagem linda para despertar sua curiosidade literária ;)



02 agosto, 2013

Como eu era antes de você

Acho que todos nós já fomos atraídos por uma capa interessante ou um título instigante, quando me deparei com o título do livro que hoje vou resenhar aqui, pensei: "'Como eu era antes de você', provavelmente é uma daquelas histórias de amor devastadoras, bem melosas, daquelas onde a mocinha leva um fora do namorado e praticamente entra em depressão". Você pode até dizer que tenho uma imaginação fértil, mas foi isso que pensei, e acho que você também pensaria. Não li a sinopse, prefiro me surpreender com o livro e seu enredo (hábito que adquiri ao ler os livros da fantástica Jodi Picoult!), ele conta a história de Louisa
Clark, uma moça de vinte e sete anos que trabalha como garçonete em um café numa cidadezinha pacata de interior, mora com seus pais, sua irmã mais nova e seu sobrinho Thomas, com um relacionamento amoroso há seis anos com Patrick. Quando seu chefe Frank lhe diz que vendeu o café, a demite lhe adiantando três meses de seu salário. Lou  se vê perdida, desempregada, sem perspectiva de futuro e com dificuldades financeiras já que é a principal provedora da casa. Com isso vai até o Centro de Trabalho a procura de um novo emprego, encontra alguns, mas nenhum parece dar certo, mesmo sem qualificação lhe é oferecido um emprego como cuidadora, mas ao contrario do que é esperado ela não será cuidadora de um senhor, mas sim do jovem Will Traynor de 35 anos, cadeirante após sofrer um acidente, a convivência com Will no começo é bem difícil já que ele faz questão de se mostrar um homem amargo e inflexível, mas aos poucos vão se aproximando como já é esperado e criam bons laços.

É um dos livros mais viciantes e fascinantes que já li, foram 323 páginas que me fizeram ir dormir e acordar pensando nelas, não largava nem por um segundo. Tinha sede de conhecer mais os personagens, os diálogos eram leves, inteligentes e sarcásticos (principalmente os de Will), o que na minha opinião é uma combinação perfeita. O final é surpreendente, um dos poucos livros que te faz reavaliar toda a vida. 

Vou deixar alguns trechinhos logo abaixo pra despertar em você o desejo de ler o livro, aproveitando que hoje é sexta e temos o final de semana em vista, que tal passar na livraria mais próxima e comprar o seu? Tenho certeza que ele será uma ótima companhia!



Terminei o livro ontem e já estou com saudade!  

22 julho, 2013

Dezenove Minutos

Dezenove minutos, parece tão pouco tempo não é? Mas em dezenove minutos muitas coisas boas ou ruins podem acontecer.
Este livro retrata um tema que tem sido muito debatido pela sociedade, no meu e no seu tempo provavelmente aquela brincadeirinha com alguma característica física que provavelmente você detestava, que te constrangia, não tinha nome, mas hoje é mundialmente conhecida como bullying. E é sobre isso que o livro retrata.

Jodi começa o livro com um trecho de uma carta escrita por um dos personagens principais, carta essa que li e reli inúmeras vezes.

"Quando você ler isto, espero que eu já tenha morrido.
    Não se pode desfazer uma coisa que aconteceu; não se pode retirar uma palavra que já foi dita em voz alta. Você vai pensar em mim e desejar que tivesse me convencido a não fazer isso. Você vai tentar decidir qual teria sido a coisa certa a dizer, a fazer. Acho que eu deveria dizer: Não se culpe, não é culpa sua, mas seria mentira. Sabemos que não cheguei aqui por conta própria.
   Você vai chorar no meu velório. Vai dizer que não precisava ter sido assim. Vai agir como todo mundo espera que você aja. Mas vai sentir saudade de mim?
   E o mais importante: eu vou sentir saudade de você?
   Será que eu ou você realmente queremos ouvir a resposta a essa pergunta?
"

Sterling era uma cidade tranquila de interior, mas essa aparente tranquilidade é abalada quando o jovem Peter Houghton abre fogo contra seus colegas, assassinando um professor, nove alunos e deixando vários deles feridos. Contando o que Peter fez você deve pensar: ele é um monstro! Mas a autora nos mostra que não é bem assim.

Peter era um menino doce, delicado, que sofria ridicularizações desde o seu primeiro dia na escola. Por ser fraco e inocente, era incapaz de se defender, com isso era frequentemente agredido física e psicologicamente. Quando criança ele ainda podia contar com sua amiga, sua única amiga, Josie Cormier mas conforme foram crescendo Josie trocou Peter por seus novos, populares e descolados amigos, deixando de ser uma presa tão fácil para o temido bullying.
Conforme a leitura conhecemos melhor o sofrimento diário de Peter na escola, a autora nos mostra seu passado, desde a infância, pré adolescência, ele é descrito como um jovem reservado, e sem amigos.

"-A Kaitlyn tinha um belo sorriso - disse o produtor.
 -Tem sim - respondeu Yvette, mas depois balançou a cabeça. - Tinha.
 -Ela conhecia Peter Houghton?
 -Não. Eles não eram do mesmo ano, não tinham aulas juntos. As de Kaitlyn eram no centro de aprendizado. - Ela apertou o polegar na beirada do porta-retratos de prata até doer. - Todas essas pessoas que estão andando por aí dizendo que Peter Houghton não tinha amigos... que Peter Houghton sofria provocações... Isso não é verdade -  disse ela.
 -Minha filha não tinha amigos. Minha filha sofria provocações todo santo dia. Minha filha era quem se sentia excluída, porque ela era mesmo. Peter Houghton foi simplesmente cruel.
   Yvette olhou para o vidro que cobria o retrato de Kaitlyn.
 -A psicologa da polícia me disse que a Kaitlyn morreu primeiro - disse ela. - Ela queria que eu soubesse que a Kaitie não sabia o que estava acontecendo e não sofreu.
 -Deve ter sido um consolo - disse o produtor.
 -E foi. Até começarmos a conversar e nos darmos conta de que a psicologa disse a mesma coisa para todo mundo que perdeu um filho. - Yvette olhou para frente com os olhos cheios de lágrimas. - O problema é que não tem como todos terem sido o primeiro."
Esse é um daqueles livros que você lê com lágrimas nos olhos e nó no estômago, daqueles que sente raiva em um momento e sente pena logo em seguida. Nada justifica um ato de violência, mas será que esse ato cometido por Peter não foi um grito desesperado de quem se viu sem alternativa, acoado e sem forças para reagir?
Será que não temos que reavaliar a educação que damos a nossos filhos?
Este é sem dúvida um livro maravilhoso que te faz crescer como pessoa, que te agrega valores e aprendizados para uma vida inteira.

18 julho, 2013

O filme perfeito, Jodi Picoult

Lembro da primeira vez que vi este livro, num stand do Submarino em uma bienal do livro aqui no Rio de Janeiro, a capa me chamou atenção, o título também, apesar de na época não fazer ideia de quem era Jodi Picoult, desejei com todas as minhas forças ler aquele livro, mas na hora achei caro, como de fato os livros dela são (em média R$ 40,00 a R$ 50,00), mas em uma outra oportunidade o arrematei por R$ 12,00 (que diferença não?).

É fácil entender porque a autora é a nº1 na lista de best-sellers do The New York Times, ela possui sete livros publicados no Brasil, já li todos eles e sou apaixonada por cada um, ela te envolve, te faz intima dos personagens, te faz sentir falta deles e aborda temas nada fáceis como dilemas éticos, problemas familiares, ela expõe tão bem ambos os lados que ao final da história você muitas vezes se pergunta quem está certo.


O Filme Perfeito poderia ter o título alterado para "O LIVRO Perfeito". Nele conhecemos uma mulher que acorda desmemoriada em um cemitério, ao sair vagando pelas ruas encontra Will Cavalo Alado, um descendente indígena que está de mudança para a cidade por ter sido transferido para a delegacia de Los Angeles, como só iniciaria seu trabalho como policial na segunda feira decide então levar Cassie para sua casa pelo final de semana, até conseguir em seu trabalho maiores informações sobre aquela mulher misteriosa.
Will ao começar seu trabalho como policial ajuda a mulher, a quem é apelidada com "Jane ninguém", ele a ajuda a recobrar a memória aos poucos e encontrar sua família, mas para a surpresa de todos a mulher desconhecida é Cassie Barrett, uma antropóloga casada com nada mais, nada menos do que o talentoso, rico, charmoso e envolvente ator Alex Rivers.

"...Alex Rivers soltou a mão dela e a envolveu pela cintura.
- Se não recuperar sua memória - ele sussurrou-, vou fazê-la se apaixonar por mim novamente."

Sabe quando você é adolescente e sonha em se casar com o seu ator favorito? Parece um conto de fadas, tudo parece lindo e perfeito... de fato é. Alex Rivers é o homem dos sonhos de qualquer mulher, além das qualidades citadas acima, ele ainda é romântico e perdidamente apaixonado por Cassie. Emprestei esse livro a uma amiga ano passado, ela o devorou e disse: "Renata, estou apaixonada pelo Alex!", e realmente é isso que acontece, você sente inveja de Cassie, se apaixona pelo Alex a cada demonstração de amor e carinho que ele tem por ela. Mas infelizmente nem tudo são flores, conforme a leitura você irá descobrir que nada pode ser completamente perfeito, Alex teve uma infância difícil, e sofre crises agressivas onde perde o controle e acaba agindo de violência com sua amada esposa, mas de imediato se arrepende e faz de tudo para recompensá-la.

"- Quem é você? - Perguntei. Ele respondeu: - Sou o homem que tem esperado por você a vida toda."
O arrependimento de Alex é verdadeiro, ele sofre em machucar sua amada, mas será que o amor realmente suporta tudo?

23 fevereiro, 2012

Livro: A Guardiã da Minha Irmã

Dizem que não se deve julgar um livro pela capa, mas e pelo autor?
Sempre que vejo nas prateleiras qualquer livro da autora Jodi Picoult, compro imediatamente, não me preocupo nem em ler a sinopse, tenho certeza que seja qual for o assunto abordado, será fantástico.

Concebida por meio de uma fertilização in vitro, Anna foi trazida ao mundo para ser uma combinação genética para a sua irmã mais velha, Kate, que sofre de leucemia promielocítica aguda. Aos 15 anos, Kate passa a sofrer de insuficiência renal. Anna sabe que se doar seu rim, ela terá uma vida limitada. Ciente de que terá de doar um de seus rins para sua irmã, Anna processa os pais para obter emancipação médica e direito sobre seu próprio corpo.




Sara e Brian pareciam ter a família perfeita, feliz. Um casal que se amava, possuíam dois lindos filhos: Kate e Jess. Mas infelizmente aos dois anos Kate é diagnosticada com um tipo raro de câncer, após tentar vários tratamentos frustrados a família decide então conceber uma criança geneticamente programada para ser a doadora de Kate, através de fertilização In Vitro. Assim nasce Anna, que quando completa doze anos, cansada de todas aquela doações invasivas, é intimada por sua mãe a dor um rim a Kate que sofre de falha renal. Anna decide então procurar o advogado Campbell Alexander e entrar com um processo de emancipação médica, para que ela tenha poder sobre as decisões de seu corpo.

 Este é de longe o livro mais lindo e envolvente que já li. É difícil largar, se afastar de toda trama que Jodi faz como ninguém. A história é narrada por sete personagens, cada hora temos um ponto de vista diferente, a cada capítulo é narrado por um personagem, e ao contrário do que parece não é nada confuso, é perfeito. Você se surpreende torcendo pela emancipação de Anna, a cura de Kate, sente pena da Sara e do Brian e se surpreende com Jess. O desfecho da história para mim foi surpreendente e me fez transbordar de lágrimas.

Recomendo de olhos fechados, mas com o coração sempre aberto QUALQUER livro da autora, será sempre uma agradável e doce leitura.

Baseado no livro, foi feito o filme "Uma Prova de Amor", dizem que é lindo, ainda não assisti, mas me encantei com o Trailler.


29 agosto, 2011

Pão-de-Mel - Rachel Cohn

Meninas resolvi ressuscitar uma parte do blog que andava meio esquecida: os Livros.
Para resenha de hoje escolhi um livro que li há um ano atrás, no início achei que seria mais um romance teen bestinha e sem graça, mas me enganei.

Sinopse:


Depois de ser expulsa do colégio interno, a selvagem, obstinada e viciada em café Cyd Charisse volta a São Francisco para viver com a mãe e o padrasto. Mas para ela, não há como sobreviver neste lar imaculado: Cyd quer ser livre, e não se importa em quebrar as regras. Mas quando sua rebeldia sai do controle, seus pais a despacham para Nova York para passar o verão com seu pai biológico, Frank. O que ela não esperava era que o verão na cidade não corresse como ela planejara - e Cyd está longe de ser o que a nova família imaginava.



Cyd Charisse, nossa personagem principal, é uma adolescente 'rebelde' que tinha tudo para ser igual a qualquer outra, mas não é.
Imagine uma menina cujo sua única amiga é a Pão-Doce, uma senhora que vive na casa de repouso onde presta serviços comunitários. Sem contar sua inseparável companheira, uma boneca de pano batizada de 'pão-de-mel', a quem ela conta tudo que acontece em sua vida. Em suas visitas a Pão-Doce, Cyd conhece seu novo e fofo namorado, o surfista Siri.
Tão doce como o título, o livro nos encanta com sua delicadeza e sinceridade ao abordar temas polêmicos como sexo, gravidez na adolescência e aborto. 

Leitura leve e apaixonante, impossível contentar-se só em ler Pão-de-Mel. Para nossa sorte, Rachel Cohn fez dele uma trilogia, garanto que você também torcerá por ela, e terminará a leitura com um sorriso doce nos lábios.

29 maio, 2011

Resenhando e Sorteando: O Mundo de Vidro

Esta semana ao chegar em casa tive uma agradável surpresa, recebi do querido autor Mauricio Gomyde seu livro 'O Mundo de Vidro'. Comecei a ler no mesmo instante, na noite de quinta-feira.
Devo ter lido fácil uns 5 ou 6 capítulos... No dia seguinte precisei ir até o centro do Rio, a trabalho, devido a um triste acidente, enfrentei horas de congestionamento... Mas graças a Deus, levei O Mundo de Vidro para que me fizesse companhia, e devo dizer que nem senti as horas passarem!
A leitura é leve, com um bom toque de humor, que aliás, confesso ter rido alto, sozinha no ônibus várias vezes lendo alguns trechos.



Até onde pode ir a paixão de uma pessoa por outra? Como, quando e por que começa? Até que ponto pode-se cometer alguma loucura para fazer parte da vida de alguém? Quais as consequências da paixão avassaladora incompreendida? Nesse seu primeiro e hilariante romance, Maurício Gomyde retrata o cotidiano de um cidadão normal como tantos que se vê por aí em qualquer canto, tentando responder estas aparentemente simples perguntas. Passeando com extrema facilidade tanto pela liguagem refinada e sutil quanto pela tosca, Maurício Gomyde nos brinda com um livro de leitura fácil e extremamente agradável.





Para nossa alegria, o Mauricio me enviou um livro extra autografado para que eu o sorteie entre os leitores do blog!

As regras são simples:
  • Ser seguidor do blog;
  • Residir em território nacional;
  • Preencher o formulário abaixo;

O sorteio vai até dia 29/06, divulgarei o resultado aqui no blog no dia seguinte ao sorteio e enviarei um e-mail ao vencedor, que terá 48 horas para responder. Caso contrário, realizarei um novo sorteio.
Boa sorte a todos e boa leitura!

06 março, 2011

Castelo de Vidro - Jeannette Walls



“Filha, a gente não tem dinheiro para o presente, mas escolhe uma estrela no céu, e fica com ela pra toda a vida.” Todo mundo pode dar uma segunda chance à vida. Em suas memórias, a jornalista e escritora Jeannette Walls nos mostra, sem pieguices e respostas fáceis, que tudo na vida é mesmo relativo, que as adversidades podem ser vividas com leveza, somando aprendizado e grandeza às nossas biografias.






Lembro da primeira vez em que li esta sinopse e fiquei instantaneamente apaixonada, o desejo incrível de descobrir um pouco mais sobre essa família e este pai tão amoroso.
Na verdade Rex Walls, o pai, pode ser considerado sim um pai amoroso, sonhador, mas com certeza um pai relapso.
Ao decorrer do livro Jeannette dos brinda com histórias de sua infância repleta de dificuldades, a família Walls então com três filhos, um pai e uma mãe totalmente alheios a necessidade dos filhos, que viviam fugindo dos credores de uma cidade a outra. 
O título do livro seria em homenagem a um sonho antigo de seu pai, o projeto de construir uma casa no deserto, conhecida por 'Castelo de vidro'.
O primeiro fato relatado por Jeannette sobre sua infância é o episódio em que ela, então com três anos, pega fogo. A matriarca da família Walls sempre foi mais interessada em suas artes, ao que se referia aos filhos era totalmente negligente, eles cresceram aprendendo a tomar conta de si mesmos.
Lutaram contra dificuldades, realizaram sonhos que pareciam impossíveis devido a vida que levavam e os escassos recursos da família.
Hoje, nossa autora é uma jornalista de sucesso. 


"Quando as outras garotas entravam e jogavam fora os sacos com os restos do almoço, eu ia catar na lata de lixo. Eu não conseguia me conformar com a maneira como elas jogavam fora toda aquela comida boa: maçãs, ovos cozidos, pacotes de biscoito de amendoim amanteigado, picles, caixinhas de leite, sanduíches de queijo com uma mordida - só porque a menina não gostava dos pedaços de tempero misturados ao queijo. Eu voltava para dentro do banheiro e dava uma conferida nas minhas descobertas deliciosas antes de comer."


É um livro que muda o nosso olhar sobre o mundo, sobre a forma como vemos nossa vida...
O livro é dedicado a John, seu esposo, pois como ela mesma diz: 'por ter me convencido de que toda pessoa interessante tem um passado' 

04 março, 2011

Água para Elefantes - Sara Gruen

Até hoje não sei explicar o que me motivou a ler 'Água para Elefantes', mas posso dizer simplesmente que a capa deste livro exerceu sobre mim quase que um poder hipnótico, foi amor a primeira vista!


Desde que perdeu sua esposa, Jacob Jankowski vive numa casa de repouso, cercado por senhoras simpáticas, enfermeiras solícitas e fantasmas do passado. Por 70 anos Jacob guardou um segredo. Ele nunca falou a ninguém sobre os anos de sua juventude em que trabalhou no circo. Até agora...





A história é narrada por Jacob Jankowski, um senhor de 90 anos ou 93, nem ele mesmo sabe ao certo, Que vive em uma casa de repouso e que há 70 anos guarda consigo um segredo, ele nunca relatou a ninguém o período de sua juventude em que trabalhou no circo.
Jacob era um jovem de 23 anos, estudante de veterinária, quando em um fatídico acidente de carro perde seus pais, ficando então desamparado. Ao enfrentar dificuldades financeiras ele decide largar a faculdade antes de prestar seus exames finais, acaba pulando em um trem em movimento, o Esquadrão Voador do Circo Irmãos Benzini, o Maior Espetáculo da Terra. Onde é admitido para cuidar de animais. 
Ao se juntar ao circo, Jacob jamais imaginou o quanto sofreria nas mãos de Tio Al, o empresário tirano e de August, chefe do setor de animais que ora se mostra doce, ora intragável...
É também sob as lonas que ele se apaixona duas vezes, a primeira por Marlena, a linda estrela do circo, que apresenta um número com cavalos e esposa de Albert. E por Rosie, a doce elefanta comprada para ser a salvação do circo, que demonstra ser estúpida demais para tal, mas que na verdade só necessita de carinho e atenção para se tornar uma grande atração circense! 
  
A narrativa é alternada entre seus relatos do passado e de seu presente na casa de repouso onde vive, mergulhamos com ele em suas memórias e assim conseguimos entender um pouco melhor o ambiente de um circo e a triste realidade desses senhores em uma casa de repouso...      


"Tornei a abrir os olhos e esquadrinhei a tenda das jaulas, louco para encontrá-la. Pelo amor de Deus, será que é tão difícil encontrar uma garota em um elefante? Quando vislumbrei as lantejoulas cor-de-rosa, quase chorei de alívio - pode ser que eu tenha chorado. Não lembro. Ela estava de pé do outro lado, encostada na parede, calma como um dia de verão. As lantejoulas brilhavam como diamantes líquidos, um farol cintilante entre as peles coloridas dos animais. Ela também me viu e manteve meu olhar preso ao seu pelo que me pareceu uma eternidade. .."


"Não falo muito sobre esses dias. Nunca falei. Eu tinha medo de deixar escapar alguma coisa. Eu sabia como era importante guardar o segredo dela e de fato o guardei - pelo resto de sua vida e depois. Em 70 anos, nunca o revelei a ninguém"


"- E sua família?
Tomo outro gole de uísque, faço o resto de líquido girar no fundo do copo e então o esvazio.
- Mandarei cartões-postais.
Vejo no rosto dele que não foi uma resposta feliz.
- Não foi isso que eu quis dizer. Eu os amo e sei que eles me amam, mas sei também que não faço mais parte da vida deles. Sou uma espécie de obrigação. Foi por isso que tive que lutar para chegar aqui esta noite. Eles simplesmente se esqueceram de mim..."


Este é um livro que te encanta desde as primeiras páginas, é envolvente, fascinante e deve ser degustado e muito apreciado...

21 janeiro, 2011

Como viver eternamente - Sally Nicholls

Com nome de livro de 'auto-ajuda', Como viver eternamente ganhou meu coração a alguns anos atrás.


Meu nome é Sam. Tenho onze anos. Coleciono histórias e fatos fantásticos. Quando você estiver lendo isso, provavelmente já estarei morto. Sam ama fatos. Ele é curioso sobre óvnis, filmes de terror, fantasmas, ciências e como é beijar uma garota. Como ele tem leucemia, ele quer saber fatos sobre a morte. Sam precisa de respostas das perguntas que ninguém quer responder. ”Como Viver Eternamente”, é o primeiro romance de uma extraordinária e talentosa jovem autora. Engraçado e honesto, este é um livro poderoso e comovente, que você não pode deixar de ler. A autora tem apenas 23 anos e embora seja seu primeiro livro, ele está sendo lançado em 19 países, dirigido a crianças, adolescentes e adultos.
Autora: Sally Nicholls
Editora: Geração Editorial
Páginas: 239
Preço: R$ 29,90


O livro é sobre Sam, um menino curioso de 11 anos, que sofre de leucemia há cinco anos. Em virtude da doença ele estuda em casa três vezes por semana com seu amigo Felix, a quem conheceu em uma de suas idas ao hospital. 
Sam mora com seus pais e sua irmã Bella, de 8 anos.
Em uma de suas aulas, sua professora Sra Willis, sugere que eles escrevam algo sobre eles, Sam decide então escrever um livro, uma espécie de diário onde ele expõe suas idéias e nos conta um pouco de sua história, com explicações simples e diretas sobre como é conviver com a doença. 
É inacreditável a beleza deste texto, com um enredo que possui todos os ingredientes para se tornar um drama, é uma rica e emocionante lição de vida. 


'Perguntas que ninguém responde - Parte 2
Por que Deus faz as crianças ficarem doentes?'


'Acordei. Estava mesmo deitado na cama grande, como no meu sonho. O quarto era banhado por uma luz leve e suave e uma calma de início de manhã. Mamãe dormia de lado. Papai estava acordado ao meu lado. Quando me viu olhando, sorriu para mim.
- Oi - disse ele, e estendeu a mão. Segurei-a firmemente na minha.
- Por que estou na sua cama? - perguntei.
- Porque você está com febre - disse ele.
Fiquei deitado, quieto. Senti-me muito estranho. Era como se meu corpo não me pertencesse mais; como se eu estivesse flutuando sobre ele. Senti-me pesado, velho e muito cansado.
- Amo você - disse papai, de repente.
Ele parecia tão distante e sem importância...
- Eu sei - respondi.
Ficamos ali, só nós dois, silenciosos e parados, eu segurando seus dedos entre os meus. Então fechei os olhos e peguei no sono.'


'Lista N° 11 - Coisas que quero que aconteçam depois que eu morrer
6. Podem ficar tristes. Mas não é permitido ficarem tristes demais. Se ficarem tristes toda vez que pensarem em mim, então como vão poder se lembrar de mim?'


Acredito que não existe resenha melhor que do que a orelha deste livro:


'Eu havia escrito e publicado em 1997 um livro infantil intitulado 'Eu vi mamãe nascer', cuja primeira frase era 'Mamãe morreu ontem', mas o texto de Sally Nicholls superava tudo o que eu já havia escrito e lido sobre a morte.
Era pungente, honesto, delicado, engraçado, comovente.
Respondi imediatamente que me sentia honrado por ter sido escolhido para publicar o livro de Sally no Brasil, pois eu não admitia sequer a possibilidade de ele ser publicado por outra editora.
O livro de Sam, escrito pelas mãos delicadas dessa menina, Sally Nicholls, me chegou completo apenas seis meses depois - quando editores de 16 países já haviam também adquirido os direitos de publicação - e eu o li numa única noite, rindo e chorando.
Ele não fala da morte, mas da vida.
Não fala do fim, mas da eternidade.
Não fala da tristeza, mas da alegria de viver.
Ele fala, sim, do que também é feio, mas é pura beleza.
Você vai lendo, lendo e se encantando com a maravilha da vida e do seu sentido, seja lá que sentido for esse.
E quando lê a página final, o testamento de Sam, com um nó na garganta e uma lágrima rolando pelo rosto, e você pensa apenas que, se um dia for morrer, que seja desse jeito.
Agradecendo a Deus, se você acredita em Deus, ou lá a quem seja, se não acredita - que importa? - pelo fato de que, sim, você viveu, e tirou de todos os seus minutos, de cada um deles, sem exceção, toda alegria e toda a beleza que a vida pode nos dar, enquanto apenas passamos, fugazmente, por esse nosso frágil lugar no cosmos.
Sim, este é um verdadeiro livro de auto-ajuda.
Neste sentido, 'Como viver eternamente' não é só um romance que pode ser lido por crianças acima de oito anos de idade, mas por qualquer ser humano de qualquer idade.
Basta ser humano. E estar vivo.'
                                                                            Luiz Fernando Emediato - Editor


Desejo anciosamente ler o novo livro de Sally Nicholls lançado no Brasil, A menina que conversava com o Verão.

11 dezembro, 2010

Três semanas com o meu irmão - Nicholas Sparks

Muito tem se falado sobre os livros do queridíssimo Nicholas Sparks, até porque finalmente as editoras do nosso amado país renderam-se aos encantos desse fantástico autor.



Na Primavera de 2002, uma pequena brochura perdida num monte de junk mail veio introduzir uma nota de desafio e de aventura na vida de Nicholas Sparks e do seu irmão, Micah. O convite era, no mínimo, irresistível - uma viagem de três semanas à volta do globo que os levaria a conhecer as «Terras dos Adoradores do Céu» . Teria início no Hemisfério Sul e terminaria no Círculo Polar Árctico. Inspirados pela profunda amizade que os une, os dois irmãos concedem a si próprios um tempo de evasão e de descoberta que terá por cenário o exotismo e o mistério de alguns dos locais mais sagrados e míticos do mundo. Livro de memórias e relato de viagem, Três Semanas com o Meu Irmão é, antes de mais, uma peregrinação interior que celebra o amor, a coragem e a fé, e nos exulta a abraçar a vida com todas as suas incertezas.


Sou filha única, sempre admirei toda e qualquer relação familiar. Livros que retratam relacionamentos entre pais e filhos, irmãos... Acho que este é o real motivo para eu amar tanto biografias, porque nelas os autores retratam sempre os relacionamentos familiares, sendo eles admiráveis ou não. 
Tudo começa quando Nicholas recebe uma espécie folheto vindo da associação de alunos da Universidade de Notre Dame e anunciava uma viagem por “Terras dos Adoradores do Céu”, a excursão chamava-se “Céu e Terra” e daria a volta ao mundo, durante um período de três semanas, em Janeiro e Fevereiro de 2003. Uma viajem dos sonhos, com certeza, mas impraticável quando se tem 5 filhos.  Apesar das dificuldades que esta viajem acarretaria, sua esposa Cat o incentiva a ir sozinho a esta aventura, e Sparks decide então convidar o irmão Micah a acompanha-lo.



Ele é sem dúvida um homem admirável. Além de nos trazer a realidade do que é, verdadeiramente a vida de um escritor, ele nos leva a sua infância, a convivência com os pais e irmãos. Acompanhamos a narrativa sobre sua viajem e crescimento em uma infância pobre e onde se sentia muitas vezes inferior a seus irmãos, sofrendo daquela famosa síndrome 'do filho do meio'.
Acompanhamos a conquista de seus sonhos como corredor, seu casamento, o inicio de sua promissora carreira como escritor,  o nascimento de seus filhos, o drama vivido com  seu filho Ryan que inspirou o livro 'Corações em silêncio', mais um drama vivido com o terrível tumor cerebral que acometeu Dana, sua irmã caçula. Drama este, que inspirou mais um livro, o bestseller 'Uma promessa para toda vida'.

"Quando ela tinha doze anos, perguntei-lhe.
- O que é que queres ser quando fores crescida? O que é que mais
desejas na vida?
Com um sorriso sonhador, a minha irmã olhou à volta do quarto.
- Quero casar e quero ter filhos. E desejo ter cavalos.
Um desejo que herdara da mãe. Mais do que tudo o que existia no
mundo, a mamã sempre desejou ser dona de um cavalo. Ao crescer,
tivera um cavalo chamado Tempo e muitas vezes falava do animal e dos
seus maravilhosos passeios que dera com ele.
- Só isso? - perguntei.
- Só isso. É tudo o que desejo da vida.
- Não desejas ser rica ou famosa, nem fazer coisas excitantes?
- Não. Isso fica para ti e para o Micah."


"O meu irmão pôs-me a mão num ombro.
- Eu sei por que motivo Deus deu o Ryan a ti e à Cat.
- Ai sabes?
- Sei.
- Por que foi? Por pretender pôr a minha fé à prova?
- Não - respondeu calmamente. - Foi porque nem todos os pais fariam o que vocês fizeram. Deu-vos o Ryan por saber que ambos eram inteligentes e tinham força."

Infelizmente este livro ainda não é comercializado no Brasil, eu o li em Doc., e em português de Portugal, e disponibilizo pra quem o quiser, é só deixar seu e-mail neste post.
E para quem nunca leu um livro desse autor, peço que leia primeiro este. Assim você terá uma outra visão dos demais livros, uma visão mais íntima. Ao reconhecer os nomes de seus filhos emprestados aos personagens, momentos vividos em sua trajetória, e dedicatórias em seus livros. 

A tarefa mais difícil a um amante de livros seria pedir que ele escolhesse apenas um, e podem ter certeza que este seria o meu escolhido.
Beijos em todos, tenham um lindo final de semana!

05 dezembro, 2010

O Caçador de Pipas - Khaled Hosseini

A resenha de hoje é sobre um livro que li há uns 2 anos trás, mas que nunca saiu da minha mente e coração. Lembro que devorei esse livro, adorei conhecer esses dois meninos, essa cultura tão diferente e linda e principalmente, uma lealdade inacreditável.

Uma história de amizade e traição, que nos leva dos últimos dias da monarquia do Afeganistão às atrocidades de hoje. Amir e Hassan cresceram juntos, exatamente como seus pais. Apesar de serem de etnias, sociedades e religiões diferentes, Amir e Hassan tiveram uma infância em comum, com brincadeiras, filmes e personagens. O laço que os une é muito forte: mamaram do mesmo leite, e apenas depois de muitos anos Amir pôde sentir o poder dessa relação. Amir nunca foi o mais bravo ou nobre, ao contrário de Hassan, conhecido por sua coragem e dignidade. Hassan, que não sabia ler nem escrever, era muitas vezes o mais sábio, com uma aguda percepção dos acontecimentos e dos sentimentos das pessoas. E foi esse mesmo Hassan que decidiu que Amir seria, durante a batalha da pipa azul, uma pipa que mudaria o destino de todos. No inverno de 1975, Hassan deu a Amir a chance de ser um grande homem, de alterar sua trajetória e se livrar daquele enjôo que sempre o acompanhava, a náusea que denunciava sua covardia. Muito depois de desperdiçada a última chance, Hassan, a calça de veludo cotelê marrom e a pipa azul o fizeram voltar ao Afeganistão, não mais àquele que ele abandonara há vinte anos, mas ao Afeganistão oprimido e destruído pelo regime Talibã. Amir precisava se redimir daquele que foi o maior engano de sua vida, daquel dia em que o inverno foi mais cruel.

Ainda lembro a sensação de revolta, tristeza que tive em alguns momentos em que o lia, não imagino o quão terrível deveria ser conviver com o regime Talibã, mas sei que nunca chorei tanto, como com este livro.
Esses trechos verdadeiramente me emocionaram:


"Eu me tornei o que sou hoje aos doze anos, em um dia nublado e gélido do inverno de 1975. Lembro do momento exato em que isso aconteceu, quando estava agachado por detrás de uma parede de barro parcialmente desmoronada, espiando o beco que ficava perto do riacho congelado. Foi há muito tempo, mas descobri que não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar."


"— Já menti para você, Amir agha? De repente, resolvi implicar com ele. — Sei lá — respondi. — Já?
— Mil vezes comer cocô! — exclamou ele com ar indignado.
— De verdade? Você faria isso?
Ele me lançou um olhar desconcertado.
— Faria o quê?
— Comer cocô, se eu mandasse — respondi. Sabia que estava sendo cruel, como naquelas vezes em que debochava dele quando não conhecia uma palavra qualquer. Mas havia algo de fascinante, embora de um jeito doentio, em implicar com Hassan. Era um pouco como brincar de torturar insetos. Só que, agora, ele era a formiga e eu é que estava segurando a lupa.
[...]
— Se você mandasse, faria, sim — disse ele afinal, olhando bem para o meu rosto. Baixei os olhos. Foi aí que descobri como é difícil olhar diretamente nos olhos das pessoas como Hassan, essas pessoas que dizem sinceramente o que pensam. — Mas fico imaginando... — acrescentou ele. — Será que algum dia você me mandaria fazer uma coisa dessas, Amir agha?
E, com isso, Hassan me propôs um pequeno teste. Se eu ia provocá-lo, desafiando a sua lealdade, ele ia fazer o mesmo, pondo à prova a minha integridade.
Adoraria não ter começado aquela conversa. Dei um sorriso forçado.
— Não seja idiota, Hassan. Você sabe muito bem que eu não faria isso!
Ele também sorriu. Só que o dele não parecia forçado.
— Eu sei — disse.
E esse é o problema das pessoas que são sinceras: acham que todo mundo também é."


"— Quanto tempo demora? — perguntou ele.
— Não sei. Um pouco.
Sohrab deu de ombros e voltou a sorrir, desta vez era um sorriso mais largo.
— Não tem importância. Posso esperar. E que nem maçã ácida.
— Maçã ácida?
— Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade, tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs.
— Maçãs ácidas... — disse eu. — Mashallah, você é sem dúvida o sujeitinho mais esperto que já conheci, Sohrab jan. — Ele ficou vermelho até a raiz dos cabelos."


"— Não é não! Esse lugar não. Ah, meu Deus. Por favor, não! — Sohrab estava tremendo, com o nariz escorrendo e o catarro se misturando com as lágrimas.
— Ei! — sussurrei, puxando-o para junto de mim e abraçando aquele corpinho que se sacudia. — Shhh! Vai dar tudo certo. Vamos para casa juntos. Você vai ver, vai dar tudo certo.
A voz dele soou abafada contra o meu peito, mas pude perceber o pânico que havia ali.
— Por favor, prometa que não vai fazer isso! Ah, meu Deus, Amir agha! Prometa que não vai fazer isso!
Como poderia fazer essa promessa? Apertei Sohrab nos meus braços, bem junto do peito, e fiquei balançando para frente e para trás. Ele ficou chorando em minha camisa até as lágrimas secarem, até o tremor cessar e as suas súplicas se transformarem em murmúrios indecifráveis. Fiquei esperando, balançando com ele, até que a sua respiração voltou ao normal e o seu corpo relaxou. Lembrei de uma coisa que tinha lido há muito tempo: 'É assim que as crianças lidam com o terror. Adormecem.'"


Me emocionam até hoje...

25 novembro, 2010

Resenha da Leitora: A vida na porta da geladeira - Alice Kuipers

Estreando com grande estilo essa nova coluna do blog, resenha da leitor.
A leitora de hoje é a fofa Isabella, que vai falar a respeito de um livro marcante e com certeza emocionante!



Claire, de 15 anos, e sua mãe têm uma rotina muito atribulada. Nos raros momentos em que a mãe está em casa (ela é obstetra), a filha está na escola, com amigos ou com o namorado. Resultado: as duas quase não se veem e se comunicam deixando recados na porta da geladeira. Esses recados vão desde cobranças banais [Oi, MÃE! (Que eu NUNCA MAIS vi!)] até revelações tocantes e contundentes por parte de mãe e filha durante o penoso tratamento do câncer de mama da mãe, num ano que se revelará decisivo para as duas. Em seu romance de estreia, Kuipers capta a ansiedade por trás da tragédia e revela a importância de viver a vida intensamente, lembrando ao leitor a necessidade de encontrarmos tempo para as pessoas que amamos mesmo em momentos de dificuldade e desafios.






"O livro não precisa ser enorme e complicado para nos passar uma mensagem. O mais simples livro pode nos ensinar uma lição. E é isso que acontece em “A vida na porta da geladeira”. É uma leitura rápida e fácil, recomendada. Pode não emocionar todos, mas aqueles a quem ela toca, deixa marca.
A história é contada através de bilhetes escritos por mãe e filha entre vários desencontros, já que a mãe é obstetra e passa muitas noites de plantão; a filha com as amigas e o pai.
Acompanhamos as brigas e os desentendimentos entre as duas; como elas encaram o medo da doença que abate à mãe. E uma reflexão acaba recaindo sobre nós mesmos, nos fazendo pensar em que nós gastamos o nosso tempo, e quem realmente importa."






Por Isabella  


Bella, foi um prazer ter sua resenha aqui, sinta-se a vontade para fazer quantas quiser!
E quem quiser participar, é só me enviar um e-mail: renatinha.m.ferreira@hotmail.com
Beijos =*

10 novembro, 2010

Soul Love, à noite o céu é perfeito! - Lynda Waterhouse

Jenna não quer trair os amigos e não revelará o que se esconde por trás de sua expulsão do colégio, assumindo toda a culpa sozinha. Como castigo sua mãe a levou para passar algum tempo com uma tia numa tediosa cidadezinha do interior. É lá que Jenna encontra Gabe, um rapaz autêntico, melancólico e reservado. Completamente diferente de todas as outras pessoas ela conhece. É inevitável: Jenna se apaixona por ele. Será que Gabe é sua alma gêmea? Ele mostra a Jenna a beleza de um céu noturno sem nuvens, escuro, um contraste perfeito para o brilho das estrelas. E, em meio a livros, música, poesia e noites estreladas, o sentimento entre eles se torna cada vez mais forte. Mas Cleo, uma garota antipática que tem uma ligação muito estranha com Gabe, não está gostando nada desse romance. Afinal, ela não quer que ninguém mais saiba o grande segredo de Gabe...
Autora: Lynda Waterhouse
Editora: Melhoramentos
Páginas: 207
ISBN: 9788506056141
Preço: R$ 27,50



Um pequeno livro, com grandes ensinamentos.
Jenna, é uma adolescente de 15 anos que ao fazer algo que ela julga ser um "grande problema", é expulsa do colégio e se muda para uma cidadezinha de interior, passando assim a morar com sua tia Sarah, que vive com o namorado Kai. 
Sarah e Kai são donos de um sebo, e poetas. E quando parecia que esta temporada com sua tia teria tudo para ser no mínimo tedioso, ela se depara com um corpo seminu em uma espreguiçadeira no quintal da casa ao lado, mas infelizmente o rosto do tal rapaz estava escondido atrás de um livro. 
Mas Jenna não se deu por vencida até conhecer a identidade do tal rapaz misterioso, como é esperado, os dois se conhecem, ele possui uma banda da qual ela começa a fazer parte. Começaram então a manter um relacionamento às escondidas, marcando sempre encontros noturnos para observarem as estrelas.
Até que Gabe, o vizinho seminu, decidi revelar seu maior segredo a Jenna, começando assim uma lição de vida para todos nós.



"A lembrança dói. Meu cérebro tenta descobrir onde fica exatamente a dor, mas logo desiste porque tudo dói. 
Estou cansada de viver como se já fosse uma pessoa adulta e madura. Gostaria de voltar a ser criança - uma garotinha de seis anos que caiu da bicicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr aos berros para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu pararia de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lidar com as dores que não passam com um beijo."

"Fui para o centro do palco e disse:
- Sei que Lyle está louco para começar, e que vocês estão loucos para vê-lo, mas gostaria de cantar mais uma música. Seu título é Because the night, e nem preciso dizer o nome da pessoa à qual a dedico.
Peguei a banda de surpresa. Freddie já estava fora do palco, e comecei a cantar. Enquanto cantava, transformei todos os sentimentos que me sufocavam em uma bola de emoções e deixei tudo sair. Esqueci que havia um público à minha frente. Deixei rolar.
Queria que Gabe soubesse o quanto significava para mim.
...Because the night belongs to love... 
Quando terminei de cantar fez-se um silêncio.
Acho que fiz papel de tonta, pensei, sentindo-me afundar.
Aí Gabe subiu ao palco e me beijou na frente de todos.
As pessoas aplaudiram e gritavam. Flashes. Até Lyle veio para o palco faturar um pouco da nossa glória.
Segurei-me em Gabe. Não havia mais nada a dizer. Tudo o que eu podia fazer era abraçar-me a ele pela última vez. Pouco me importava que diante de mim houvesse centenas de pessoas.
Aquele beijo ficaria comigo por muito, muito tempo."


Ah, como eu queria voltar a ser criança, como eu queria aprender a lidar com essas dores que não passam com um beijo...